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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FILME: MEU NOME É RÁDIO


Rádio é um jovem que vive empurrando um carrinho de supermercado pelas ruas da pequena cidade em que vive, um dos locais preferidos de Rádio é o campo de futebol americano, onde tantas vezes para e observam os treinamentos, após carregar a bola dos jogadores, o treinador se preocupa com o jovem quando alguns dos jogadores da equipe fazem uma "brincadeira" de péssimo gosto, que o deixou apavorado. O técnico e professor de educação física resolvem a situação e fica sensibilizado quanto ao caso de Rádio. Por esse motivo o convida a ajudar nos treinamentos e colaborar nos jogos da equipe. Pode-se dizer que, a partir desse momento, Jones praticamente tutela ou adota Rádio.
Quando Jones o ensina a escrever e Rádio consegue, no máximo, fazer um rabisco, Jones o aplaude, não exigindo dele mais do que ele apresenta. Da mesma forma, quando Rádio fala alto sobre uma jogada que Jones arma, em campo, levando o time adversário a ouvir e a mudar a estratégia, Jones não o critica, compreendendo que ele não sabia o que estava fazendo. Prepara sanduíches que lhes são oferecidos assim que chega, interessa-se no momento em que ele desmonta o rádio que ganhou, leva-o para passear e comer em lanchonetes da cidade, enfim, está presente, atuante, com uma atitude de contínuo apoio, amizade e companheirismo.
A partir daí, ao longo do filme o que se percebe a importância da mediação da aprendizagem.  O professor torna-se o agente mediador do processo de ensino-aprendizagem, RÁDIO, no início do filme, mal conseguia falar e no desenrolar do enredo, principalmente pela confiança demonstrada pelo técnico, torna-se outra pessoa: comunicativa. RÁDIO sai da falta de socialização ou introspecção para a vontade de aprender a ler e escrever, ser o anunciante do cardápio do dia no microfone da escola e o assistente do técnico, seu protetor e incentivador.
Notamos diversos meios de dificultar a inclusão de Rádio na escola e em diversos espaços, neste caso, traz sinais de que mesmo existindo boa vontade do professor, ser favorável da inclusão colocar em prática  não é algo fácil. A escola precisa criar espaços para essa conscientização desde cedo, de preferência desde a educação Infantil.
Rádio é uma pessoa que apresenta dificuldade de aprendizagem. Constatar essas situações no cotidiano escolar é responsabilidade de todos os que trabalham na educação, na sala de aula sempre tem alunos que tem maior problema de socialização a se unirem ao trabalho e as atividades da escola. Há certos alunos que tem poucos amigos, que mal falam em aula, que se calam pelos cantos dos corredores ou ainda que nem vão brincar nos intervalos por vergonha, por medo. Educar os alunos a perceber as diferenças e estimular a afetividade. Nas cenas do filme apresentada, podemos considerar as visões diferentes em relação à inclusão: a vontade do professor, em auxiliar seu aluno, a indiferença, o preconceito, por parte dos colegas, que já trazem este pensamento formado de casa.
Outro fator que muito me chamou a atenção é justamente a dedicação e preocupação daquele instrutor (técnico), mesmo diante de uma situação que muitos não aprovaram para que ele dispensasse parte de seu tempo para Rádio. Nesse exato momento é que entra a disposição, perseverança, amizade e a prudência, ou seja, mesmo que muitos não queriam, mas o técnico tentou em um deficiente, pois viu que ele tinha uma potencialidade, sempre devemos a cada dia ter um bom discernimento e a serenidade para podermos achar o que o nosso próximo tem de melhor (aluno). Mostra-nos também que através da compreensão, do apoio, do amor incondicional e da aceitação as pessoas podem se tornar melhores e serão plenamente capazes de se desenvolverem.

2 comentários:

  1. queria tanto poder ver, assistir, e mim emocionar com esse filme. mais já procurei para comprar e não encontrei!!!

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  2. http://megafilmeshd.net/meu-nome-e-radio/

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